Felipe Luis
Salgueiro

Felipe Luis Salgueiro / De passageiro a dono

De passageiro a dono: o que o Vibe Coding está escondendo de você

Aula 02 da série Desenvolvendo com IA. O ponto não é virar desenvolvedor por formação: é entender o suficiente para não delegar o próprio produto sem critério.

Aula 02 · 01 de agosto de 2026 · 140 min · ~150 profissionais ao vivo · NoCode Startup

Uma aula sobre deixar de ser passageiro do próprio produto: especificar, revisar e manter sistemas que continuam mudáveis.

Por que este tema agora

  • Custo, quebra silenciosa e dependência de plataforma tornam insuficiente delegar tudo para uma IA sem entender o que roda por baixo.
  • A aula propõe trocar aceitação cega por especificação, revisão e fundamentos de qualidade.

Formato

Aula mensal ao vivo na NoCode Startup. A gravação é exclusiva dos alunos; esta página registra em texto os conceitos e materiais públicos para consulta.

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O que o aluno aprende

  • Por que vibe coding acumula custo, lock-in e dívida técnica.
  • A inversão: 80% especificação e 20% execução.
  • RFC, DRY, ETC, ortogonalidade e quality gates como critérios de revisão.

O que passa a saber fazer

  • Identificar código acoplado, repetido ou sem componentes.
  • Escrever uma RFC básica antes de pedir execução a um agente.
  • Configurar um quality gate simples e nomear o próximo degrau de estudo.

Conceitos abordados em detalhe

Vibe Coding — o que é e por que tem prazo de validade

Prompt vago, aceitação sem revisão e esperança podem servir a uma demo, não a um produto. O problema não é o modelo, mas o sistema que o orienta e revisa.

Custo de token — o fim da subscription flat

Entender o que roda permite escolher modelo por tarefa, acompanhar consumo e evitar que custo de uso pesado se torne invisível.

Vendor lock-in — o risco que ninguém vê até ser tarde

Lock-in aparece quando trocar modelo ou harness exige reescrever o sistema. A alternativa é arquitetura harness-agnóstica: contexto em Markdown, scripts no core e skills como diretório.

Inversão de tempo — 80% especificação, 20% execução

Com a digitação barata, o tempo volta para contexto, arquitetura, critérios de aceitação e revisão — antes da geração de código.

RFC — o contrato com o agente

Uma RFC descreve contexto, entradas, saídas, regras, validações, critérios de aceitação e integrações. O agente executa contra um contrato visível.

DRY — a IA repete código por padrão

Uma fonte autoritativa por conhecimento evita correções em muitos lugares e reduz divergência.

ETC — a IA acopla tudo

Decisões devem ser fáceis de mudar; relações implícitas e repetidas tornam qualquer alteração cara.

Ortogonalidade — a IA não componentiza

Componentes devem mudar sem quebrar os demais. Separar responsabilidades é uma condição para o produto continuar evoluindo.

Quality Gates — automatizar o que o code review não cobre

Validações automatizadas criam um piso de revisão para o código gerado e tornam desvios explícitos antes de produção.

Piso mínimo — o que estudar para não ser passageiro

A meta não é virar desenvolvedor por formação: é ter leitura suficiente de produto, arquitetura e qualidade para decidir e revisar.

Estrutura da aula

  1. Tese: dono, motorista e passageiro.
  2. O preço de não saber: custo e dependência.
  3. Multi-model, agnosticismo e RFC.
  4. Princípios de qualidade e próximo degrau.

Materiais e destinos

O Programador Pragmático — princípios citados